
Uma banda chamada Specimen surge em Bristol, Inglaterra, no ano de 1981, mas a agressividade de seu som não agrada a platéia, o q os fez rumar para Londres em 1982. Acreditam que até na capital seu som não foi bem aceito? Ainda bem que não, pois graças a isso Ollie, Johnny e Kev criam o Batcave.
Você tinha de pegar um elevador para um clube erótico, lá havia um mini teatro onde aconteciam strip-teases, esse local era usado pelo no Batcave como um cinema de filmes de horror dos anos 30, ou palco para as bandas. Fitas e couro enfeitavam o local que havia um jeep do exército estadunidense estacionado em cima do bar.
Era uma casa noturna com o intuito de reunir todos aqueles que faziam parte do underground, o que de fato acontecia, pois lá estavam pessoas sedentas por qualquer coisa. Ele era visto como um antro de pervertidos, mal visto pela sociedade da Londres oitentista. Ainda assim a mídia já reconhecia a impotância do clube e previram o desenvolvimento de uma nova sub-cultura bem ali.
Logo o bar se tornou o point, o que foi ótimo, pois ali nascia o modelo protótipo do clube gótico. Se as baladas góticas (também de deathrock) hoje são como são, é graças ao Batcave!
Em 1984 Londres deixou de ser a única cidade privilegiada com o clube, que saiu pela Inglaterra, mostrando aos seus semelhantes aquilo que só tinham ouvido falar. Sortudos!!!
Com a empolgação Ollie sugeriu ao Specimen que trocassem Londres para São Francisco, o que não deu certo, pois lá o que imperava na época era o deathrock.
MÚSICA
Sendo um dos mais famosos locais de encontro para os primeiros góticos, lá estava cheio de gente cansada do New Romantic queriendo algo novo e obscuro, porém no início tocavam glam e electro, mas com frequentadores do nível de Siouxsie Sioux, Steve Severin, Robert Smith, Vinnie Jones, Foetus, Marc Almond, e Nick Cave como não se tornar mais goth?
O termo "batcaver" passou a ser utilizado para designar os fãs rock gótico oitentista. O Batcave foi tão importante que até hoje é usado como sinônimo da música gótica com um som próximo do pos punk de atmosferas assustadoras.
Ollie Wisdom, o vocalista da banda da casa, Specimen, dirigia o bar com a ajuda de Hugh Jones. Regulares da casa como os já citados acima, foram figuras importantes no desenvolvimento do goth rock e suas ramificações.
Há quem diga que ali tudo começou para o deathrock e “segunda geração” gótica, mas era tudo muito misturado. Não dá pra dizer com precisão quantas bandas se inspiraram naquela atmosfera tão diferente da habitual, tampouco os rumos que tais grupos tomaram.
Specimen era a banda principal, e bem dark, mas os frequentadores do Batcave não percebiam a músicacomo arte, e sim como curtição, talvez por isso na ápoca se discutia muito se uma banda era ou não dark, se era ou não goth. Qual de vocês leitores nunca discutiu com alguém se a banda X é goth ou se a banda Y não é? Confesso que essa que vos escreve já! E muito...
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA
Roupas vitorianas? Goticismo? Morbidez? Poesias góticas? Horror gótico? Depressivos de pancaque na cara? Aparecesse um ser desses no Batcave que iria ganhar umas boas risadas de uns e ser ignorado por outros! A geração Batcave era mais um Death Bowie, muito distante desses pré adolescentes que vivem farreando nos cemitérios (desabafei!).
Voltando ao tema principal... Eles queria se libertar do convencional, ser quem realmente eram e viver a vida como julgassem melhor, sem um grupo de sabichões ditando o que é certo ou errado. Junte esse espírito a pessoas cheias de talento e ousadia e você terá a Batcave. Para se ter idéia disso, um cara invadiu o Palácio Buckingham (se não me engano foi em 83), a Rainha acordou, e vendo aquele irlandês bêbado e demente, na cama dela ficou horrorizada e rapidamente a “figura” foi levada presa. Uma semana depois, solto sob fiança, discubriu-se que ele tocava com o Red Lipstick no Batcave.
Aquele pequeno bar londrino teve uma importância gigante para os dias atuais. No vestuário, o Batcave é peça fundamental da cena mundial. Mesmo fora de Londres, sem saber ao certo ou até mesmo nunca tendo ouvido falar dessa existência, adotaram visuais goth do Bauhaus, Siouxie e The Cure, que eram frequentadores do local. A cena goth seria muito diferente sem o Batcave. Mas não confundam alhos com bugalhos! Batcave é Batcave, o resto veio depois...
Você tinha de pegar um elevador para um clube erótico, lá havia um mini teatro onde aconteciam strip-teases, esse local era usado pelo no Batcave como um cinema de filmes de horror dos anos 30, ou palco para as bandas. Fitas e couro enfeitavam o local que havia um jeep do exército estadunidense estacionado em cima do bar.
Era uma casa noturna com o intuito de reunir todos aqueles que faziam parte do underground, o que de fato acontecia, pois lá estavam pessoas sedentas por qualquer coisa. Ele era visto como um antro de pervertidos, mal visto pela sociedade da Londres oitentista. Ainda assim a mídia já reconhecia a impotância do clube e previram o desenvolvimento de uma nova sub-cultura bem ali.
Logo o bar se tornou o point, o que foi ótimo, pois ali nascia o modelo protótipo do clube gótico. Se as baladas góticas (também de deathrock) hoje são como são, é graças ao Batcave!
Em 1984 Londres deixou de ser a única cidade privilegiada com o clube, que saiu pela Inglaterra, mostrando aos seus semelhantes aquilo que só tinham ouvido falar. Sortudos!!!
Com a empolgação Ollie sugeriu ao Specimen que trocassem Londres para São Francisco, o que não deu certo, pois lá o que imperava na época era o deathrock.
MÚSICA
Sendo um dos mais famosos locais de encontro para os primeiros góticos, lá estava cheio de gente cansada do New Romantic queriendo algo novo e obscuro, porém no início tocavam glam e electro, mas com frequentadores do nível de Siouxsie Sioux, Steve Severin, Robert Smith, Vinnie Jones, Foetus, Marc Almond, e Nick Cave como não se tornar mais goth?
O termo "batcaver" passou a ser utilizado para designar os fãs rock gótico oitentista. O Batcave foi tão importante que até hoje é usado como sinônimo da música gótica com um som próximo do pos punk de atmosferas assustadoras.
Ollie Wisdom, o vocalista da banda da casa, Specimen, dirigia o bar com a ajuda de Hugh Jones. Regulares da casa como os já citados acima, foram figuras importantes no desenvolvimento do goth rock e suas ramificações.
Há quem diga que ali tudo começou para o deathrock e “segunda geração” gótica, mas era tudo muito misturado. Não dá pra dizer com precisão quantas bandas se inspiraram naquela atmosfera tão diferente da habitual, tampouco os rumos que tais grupos tomaram.
Specimen era a banda principal, e bem dark, mas os frequentadores do Batcave não percebiam a músicacomo arte, e sim como curtição, talvez por isso na ápoca se discutia muito se uma banda era ou não dark, se era ou não goth. Qual de vocês leitores nunca discutiu com alguém se a banda X é goth ou se a banda Y não é? Confesso que essa que vos escreve já! E muito...
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA
Roupas vitorianas? Goticismo? Morbidez? Poesias góticas? Horror gótico? Depressivos de pancaque na cara? Aparecesse um ser desses no Batcave que iria ganhar umas boas risadas de uns e ser ignorado por outros! A geração Batcave era mais um Death Bowie, muito distante desses pré adolescentes que vivem farreando nos cemitérios (desabafei!).
Voltando ao tema principal... Eles queria se libertar do convencional, ser quem realmente eram e viver a vida como julgassem melhor, sem um grupo de sabichões ditando o que é certo ou errado. Junte esse espírito a pessoas cheias de talento e ousadia e você terá a Batcave. Para se ter idéia disso, um cara invadiu o Palácio Buckingham (se não me engano foi em 83), a Rainha acordou, e vendo aquele irlandês bêbado e demente, na cama dela ficou horrorizada e rapidamente a “figura” foi levada presa. Uma semana depois, solto sob fiança, discubriu-se que ele tocava com o Red Lipstick no Batcave.
Aquele pequeno bar londrino teve uma importância gigante para os dias atuais. No vestuário, o Batcave é peça fundamental da cena mundial. Mesmo fora de Londres, sem saber ao certo ou até mesmo nunca tendo ouvido falar dessa existência, adotaram visuais goth do Bauhaus, Siouxie e The Cure, que eram frequentadores do local. A cena goth seria muito diferente sem o Batcave. Mas não confundam alhos com bugalhos! Batcave é Batcave, o resto veio depois...
